A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no mundo. É uma doença do cérebro que afeta principalmente a memória, mas ao longo do tempo também compromete a linguagem, a orientação no espaço e no tempo, o raciocínio e a capacidade de realizar tarefas do dia a dia.
Ela não é uma consequência normal do envelhecimento. Esquecer onde colocou as chaves de vez em quando é normal. Esquecer para que servem as chaves não é.
Os sintomas costumam aparecer de forma gradual. Muitas famílias demoram a reconhecê-los porque os confundem com "coisas da idade". Fique atento se o seu familiar:
Esquece eventos recentes com frequência (mas lembra bem do passado distante)
Repete a mesma pergunta ou história várias vezes na mesma conversa
Tem dificuldade para encontrar palavras ou chama objetos pelo nome errado
Se perde em lugares conhecidos ou perde a noção do dia, mês ou ano
Tem dificuldade para pagar contas, cozinhar ou fazer tarefas que sempre fez
Muda de humor ou de personalidade — fica mais ansioso, desconfiado ou irritado
Deixa de tomar iniciativa em atividades que antes gostava
Sinal de alerta importante: quando o próprio paciente percebe e reclama da memória, muitas vezes ainda não é Alzheimer. Quando são os familiares que percebem — e o paciente nega — o risco é maior. Avalie com um especialista.
Não existe um exame de sangue que confirme o Alzheimer. O diagnóstico é clínico — feito por meio de:
Conversa detalhada com o paciente e com um familiar próximo
Testes de memória, raciocínio e linguagem (avaliação neuropsicológica)
Exames de sangue para descartar outras causas tratáveis de perda de memória
Exame de imagem do cérebro (tomografia ou ressonância magnética)
Quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz o tratamento. Se você percebe algum dos sinais acima, não espere a situação piorar para buscar avaliação.
Ainda não existe cura para o Alzheimer. Mas existem medicamentos que retardam a progressão da doença e melhoram a qualidade de vida — tanto do paciente quanto da família. O tratamento também inclui orientações para o cuidador, adaptações no ambiente doméstico e suporte para as alterações de comportamento que surgem ao longo do tempo.
O geriatra é um dos principais especialistas no diagnóstico e acompanhamento do Alzheimer. Além de tratar a doença, ele olha para o paciente como um todo — avaliando outros problemas de saúde, medicamentos em uso e o impacto na rotina familiar.
Se você tem dúvidas sobre a memória do seu familiar, a consulta geriátrica é o primeiro passo.